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Heráldica

O uso de Simbolos Heráldicos em Portugal

 O uso do Brasão de armas data do tempo das cruzadas , mas somente no século XIII passou a obedecer a regras fixas de composiçaõ.

Os emblemas que os cavaleiros usavam nos escudos, elmos e nas gualdrapas das suas montadas destinavam-se, a princípio, à identificação dos guerreiros na confusão dos combates e também, para indincar o senhor sob cujas ordens militavam.

Para alguns historiadores da arte heráldica, a origem das armas é a cruz, simbolo de fé que os cavaleiros adoptaram, aplicando-se às suas cotas de malha, nas lutas pela conquista do Santo Sepulcro. O facto é que esses distintivos passaram a ser considerados sinais de feitos heróicos e de fidelidade à fé e ao Rei e, mais tard, galardão concedido pelos senhores aos vassalos que se distinguem ao seu serviço, tornando-se hereditário.

O mais antigo escudo de armas de que se tem notícias é o de Rui de Beaumont ( fidalgo francês do fim do séc. XI ou principio do séc. XII ).

Na heráldica portuguesa, o documento iconográfico de mais remota antiguidade é o denominado " sinal redondo ", de D. Afonso Henriques, aposto, em pergaminho datado de 1183.

O nascimento do Brasão

 Impunha-se a criação do Brasão e da bandeira para representar condignamente a freguesia de S. Pedro Fins e a sua gente em todos os actos. Assim, no mês de Maio de 1999, o Executivo da junta, composto por : 

Joaquim Manuel Marques Gonçalves ( Presidente ),

Armando Rodrigues Pereira ( Secretário ),

Manuel Teixeira da Silva ( Tesoureiro ),

não quis adiar por mais tempo a execução deste projecto e, para isso, estimou-se como fundamental o trabalho desenvolvido pelo escrivão da junta, Alvarinho Cerqueira Sampaio, grande entusiasta na prossecução deste objectivo.

Foram contactadas algumas autarquias que já possuíam o seu brasão e outras que aguardavam o Parecer da Comissão, bem como uma firma especializada em assuntos heráldicos.

Depois de aprovado o Brasão, foi o respectivo processo enviado à Associação dos Arqueólogos Portugueses.

Durante alguns meses viveram-se momentos de ansiedade. E, quando menos se esperava, eis que o Parecer da Comissãode Heráldica, emitido no dia 22 de Fevereiro do ano 2000, chegou à Junta de Freguesia para aquecer um pouco aquela tarde fria e chuvosa de inverno.

Foi grande a alegria quando se verificou ter havido somente uma pequena alteração no trabalho enviado para aprovação: a retirada de duas espigas de milho que haviam sido colocadas ao lado das chaves do padroeiro S. Pedro.

Seguiu-se o registo dos Símbolos Heráldicos da Freguesia de S. Pedro Fins e a publicação do respectivo Parecer da Comissão de Heráldica no " Diário da República " de 2 de Junho do ano de 2000.

Descrição da Simbologia do Brasão

BrasãoEscudo de Azul: ( Representa a lealdade, a nobreza e o optimismo das gentes de S: Perdo Fins ).

Coronel: Coroa mural de prata de três torres.

Listel : Listel Branco, com legendas a negro ( S. Pedro Fins - Maia )

Chaves : Duas chaves passadas em aspa, com os palhetões para cima, uma de ouro e outra de prata, unidas por uma cadeia de grilhões de prata ( representam o Orago da freguesia S: Pewdro Ad´Vincula (na prisão), e também são representativas do topónimo principal )

Monte : Monte de prata movente da ponta, realçado de negro. ( Representa o Monte de S. Miguel-O-Anjoque, para além de ser o ponto mais alto do concelho maiato, é também local aprazível e pitoresco.

Bandeira : Branca, Cordão e borlas de prata e azul. Haste e lança de ouro.

Selo : Circular, com as peças do escudo mas sem indicação de cores e metais, tudo involvido por dois circulos concêntricos. onde corre a legenda : " JUnta de Freguesia de S: Pedro Fins - Maia "